Hospital de Loulé
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Dermatologia / Prevenção: cancro de pele

31 de Maio de 2017

Dermatologia / Prevenção: cancro de pele

Há quanto tempo não olha para a sua pele?
Sinais escuros, assimétricos no tamanho e na cor, com rebordo irregular e com crescimento brusco em pouco tempo, são alguns dos " sinais" suspeitos que deve aprender a ler quando olha para a sua pele. Estas alterações podem ser benignas, mas podem também indicar a presença de melanoma maligno, o cancro cutâneo mais agressivo e mortífero.
Vitor Neto, médico dermatologista do Hospital de Loulé sublinha a importância da prevenção e da vigilância da pele na deteção deste e de outros tipos de cancro cutâneo.
Dermatologia / Prevenção: cancro de pele

Um sinal na pele que evoluiu nos últimos meses pode revelar-se maligno. Estar atento aos sinais da pele é, por isso, determinante na deteção precoce de melanoma, o cancro de pele mais agressivo e mortífero. A recomendação é de Vitor Neto, médico dermatologista do Hospital de Loulé. "As pessoas têm de estar atentas aos sinais. Um sinal escuro, de cor heterogénea, com rebordo irregular que evoluiu nas suas características morfológicas em poucos meses, podemos estar perante um melanoma, um cancro cuja deteção precoce pode significar a diferença entre a pessoa sobreviver ou não". Os rastreios de pele são, por conseguinte, fundamentais na deteção deste tipo de cancro, muitas vezes precipitados por exposições solares agudas, os chamados "escaldões".

  • Como detetar o melanoma?
  • Assim como apostamos na prevenção do cancro da mama, devemos vigiar a pele. Fotografar os sinais ajuda a revelar alterações. "Quando estes sinais têm espessuras maiores isto pode ser sinal de invasão para o resto do organismo. Isso pode significar a diferença entre a pessoa sobreviver ou não, porque este tipo de cancro mata", alerta o especialista.
  • Feridas com aspeto de "vulcão" - carcinoma espinocelular
  • As "feridas" que não saram devem também ser vigiadas. "Os carcinomas espinocelulares são sinais pequenos que vão crescendo ao longo de meses, assumem a forma de um pequeno 'vulcão'", explica Vitor Neto, médico dermatologista.
    Fatores genéticos, mas também ambientais, como os danos solares crónicos, acumulados ao longo da vida, estão muitas vezes na origem deste tipo de cancro.
  • Carcinoma basocelular ou basalioma
  • Com um crescimento lento, é o menos agressivo dos cancros de pele. Surge com maior incidência no rosto (nariz, orelhas) e pescoço, zonas mais expostas ao sol. Normalmente cresce ao longo de anos, assumindo diferentes formatos, podendo aparecer como uma ferida sangrante que não cicatriza. Como geralmente não dá grandes sintomas, os doentes deixam arrastar este tumor, por vezes até dimensões apreciáveis, dificultando o seu tratamento cirúrgico.
  • Conselhos
  • - Faça o autoexame da pele
  • - Proteja toda a pele exposta ao sol com protetor solar de longo espectro e fator de proteção no mínimo de 30
  • - Use chapéu e óculos de sol
  • - Evite as horas de risco de exposição solar (entre as 11 e as 17 horas)
  • - Em caso de dúvida consulte um dermatologista


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