Hospital de Loulé
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Sol, mas em segurança

10 de Agosto de 2018

Sol, mas em segurança

Apesar de ser o maior órgão do corpo humano, a pele nem sempre recebe os cuidados que merece. A exposição solar acentuada é a primeira causa do envelhecimento cutâneo e um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da pele
Sol, mas em segurança

São inegáveis os benefícios que o sol traz à saúde humana, como fonte de vitamina D, contribuindo para o bom humor, ossos mais saudáveis e até para melhorar algumas doenças da pele. Apanhar sol faz bem à saúde, desde que de forma controlada, mas os cuidados não devem restringir-se à época de Verão. A verdade é que, no instante em que nos expomos à luz solar, a pele começa a ser agredida e o primeiro sinal desse dano é, precisamente, o bronzeado. Na prática, é um mecanismo de defesa do nosso organismo à radiação solar e quando a pele não está protegida, dispara o risco de se poder ter queimaduras solares. Com o inconveniente de os danos causados pelo sol serem permanentes e cumulativos ao longo da vida. Por isso, defende Vítor Neto, Dermatologista do Hospital de Loulé, o uso de protetor solar é uma rotina que quem se expõe ao sol deve promover, quer no Verão, quer no Inverno. De acordo com o especialista, aproximadamente 80% do envelhecimento cutâneo é causado pelo sol, especialmente na face e zonas mais expostas. Apesar de os cremes antirrugas “não fazerem milagres”, devem ser usados sobretudo como prevenção, a partir, em média, dos 30 anos. Quando os danos já estão instalados na pele, existem outras soluções, ainda que não sejam permanentes, como peelings ou preenchimentos com ácido hialurónico. Mas, acima de tudo, avisa, o mais importante é conhecer a pele, vigiá-la e periodicamente fazer um registo dos sinais que temos no corpo. Vítor Neto aconselha a fotografar os sinais, de forma a conseguir compará-los ao longo do tempo e detetar possíveis alterações. É preciso estar atento a sinais novos que apareçam, mas também a sinais que já existiam e que podem vir a sofrer alterações. Vítor Neto alerta ainda para o facto de as alterações poderem ocorrer mesmo em sinais “extremamente pequenos” com poucos milímetros, que passam despercebidos. Em Portugal há um aumento da incidência dos casos de cancros da pele que, na grande maioria dos casos, estão relacionados com um passado de exposição exagerada ao sol. 

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